Boneco colecionável pode ter confirmado primeira heroína lésbica do MCU

Durante a última live mensal do ano, a Hasbro anunciou uma linha com figuras inspiradas pelo filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura.

Entre os destaques da coleção, estava o primeiro visual completo da heroína Miss America Chavez, estreante no MCU. Um dos detalhes que pode ter passado despercebido pela maioria, porém, é que a figura também pode ter revelado um dos pontos mais importantes para a construção da personagem nas HQs.

Em um detalhe da jaqueta usada por America Chavez na figure, é possível ler, como se tivesse desenhado em caneta na roupa, a frase “Amor és Amor” (Amor é Amor, em tradução do espanhol). A frase, que se popularizou em inglês nos EUA (Love is Love) é bem conhecida por ser usada em apoio à relacionamentos homoafetivas e à causa LGBT.

A importância desse pequeno detalhe é de que ele pode confirmar que, assim como sua contraparte das HQs, a Miss América também será lésbica. Nos quadrinhos, America Chavez surgiu pela primeira vez na revista Vengeance (2011), escrita por Joey Casey e com arte de Nick Dragotta.

Nela, America se junta à Brigada Juvenil, e chega até a ter um breve lance com o colega de equipe Nulificador Total. Mas o relacionamento entre os dois terminou abruptamente, com a heroína assumindo que estava apenas “experimentando” com garotos, mas que, na realidade, gostava mesmo era de mulheres.

Ela consegue voar, tem super-força, e também agilidade e resistência acima do normal, mas seu principal poder é a capacidade de criar portais dimensionais. Ela chuta ou soca a realidade e abre portais no formato de estrela que lhe permitem viajar pelo espaço, dimensões ou pelo Multiverso. O que já explica a sua presença no segundo filme do Dr. Estranho.

As mães biológicas de America também eram um casal formado por duas mulheres cientistas que foram mortas quando ela ainda era pequena.

Essa experiência traumática fez com que, por muito tempo, a jovem criasse memórias falsas de um passado em que viera de um mundo onde só existiam mulheres. Na realidade, a jovem havia passado boa parte da infância em uma ilha isolada, junto de outras garotas que também sofriam de uma doença que causava degeneração celular.

Quando conseguiu fugir do local, foi encontrada por uma família latina que a salvou, cuidou e adotou.

Essa sua origem atual foi apresentada recentemente, suas memórias falsas e a origem “original” apontavam que ela era natural do Paralelo Utópico, um mundo perfeito apenas com mulheres e que existe fora do Multiverso. É possível que, talvez, alguns elementos dessa origem falsa estejam presentes em Dr. Estranho: Multiverso da Loucura.

A personagem ganhou popularidade quando integrou a equipe dos Jovens Vingadores, ao lado de nomes como Wiccano, Hulkling, Kate Bishop e Kid Loki, em uma equipe quase que inteiramente LGBT. A expectativa é que os Jovens Vingadores façam sua estreia em breve no MCU, com alguns deles já marcando presença durante a Fase 4 dos cinemas e do streaming.

A sugestão de que America será efetivamente lésbica no MCU é relevante, mesmo que seja óbvio, já que a sua contraparte das HQs também é, pois outros personagens já tiveram a sua sexualidade apagada ou cortada da versão final dos filmes. A Fase 4 da Marvel já conta com bastante diversidade e as coisas parecem ficar cada vez mais representativas.

E então, caro leitor, qual a sua expectativa para a adaptação da Miss América nos filmes? Empolgado com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura? Deixa sua opinião nos comentários!

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