Vingadores: Guerra Infinita é tudo o que você quer e nada do que você espera

Não é todo dia que um estúdio consegue produzir um filme que é a conclusão de 10 anos de trabalho e a soma de 19 outras grandiosas produções. Vingadores: Guerra Infinita honra com louvor tudo aquilo que a Marvel Studios trabalhou e desenvolveu com tanto suor.

[Nota do Editor: esse texto não terá spoilers. A propósito, não dê spoilers para ninguém, nem para quem lhe pedir. Informações demais sobre o filme acabam quebrando a experiência do espectador e é um pedindo vindo diretamente do Kevin Feige, Presidente da Marvel Studios.]

A frase que dá título a esse texto “é tudo o que você quer e nada do que você espera” eu retirei das primeiras impressões de Peter Sciretta para o site Slash Film. É uma oração bastante simples, mas que resume de forma sucinta e competente tudo o que será assistido ao longo das empolgantes 2h36min do filme.

Muitas cenas que estavam presentes nos trailers foram cortadas ou completamente alteradas no longa. O que pode mudar significativamente a compreensão que as pessoas tem da história.

Os fãs do MCU devem ficar tranquilos que o filme honra tudo o que lhe precedeu. Todos os personagens possuem seus propósitos, nem que sejam apenas para contribuir para a ação. E nesse ponto alguns admiradores de personagens menores podem ficar desapontados, mas é importante destacar que com cerca de 60 personagens precisando de espaço em tela, alguns sacrifícios seriam necessários.

Tem alguns personagens que estão ausentes no filme, o espectador pode ter reparado que os mesmos estiveram ausentes também em toda a campanha de divulgação. Mas o filme não os ignora, é explicado o destino que eles receberam. Ao mesmo tempo, novos personagens aparecem e até velhos conhecidos que ninguém imaginou que retornariam, dão as caras.

Para quem é vidrado nas histórias em quadrinhos, há muita referência às histórias de Jim Starlin, o criador do Thanos. Mais do que isso, algumas cenas realmente “incorporam a vibe” do escritor. Não é a toa que dois dos principais personagens do filme são criações dele: Thanos (Josh Brolin) e Gamora (Zoe Saldana).

Sim, Thanos era esperado que tivesse destaque, os diretores Anthony e Joe Russo sempre falaram que o protagonista dessa trama era o Titã Louco. Porém o destaque a profundidade atribuído a Gamora surpreendeu. Em um universo com personagens como o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Homem-Aranha (Tom Holland) e Viúva Negra (Scarlet Johansson), escolher a Gamora para estar no centro da história, apesar de previsível devido a sua relação com Thanos, não deixa de surpreender.

O filme tem muito coração e doses pontuais e bem colocadas de drama, mas também não perde o humor clássico do MCU. Drax (Dave Bautista) talvez seja o melhor alívio cômico do filme, todas as suas participações são hilárias. Já as mortes (sim, no plural) possuem peso e o espectador realmente fica apreensivo quando repara que são definitivas.

A cronologia dos filmes está bem costurada, os impactos da Guerra Civil ainda estão sendo sentidos. Wakanda recém abriu as portas para o mundo. E Asgard foi destruída tem pouco tempo.

Vingadores: Guerra Infinita é o melhor filme da Marvel? Não, não entendo dessa forma. O mais empolgante? O mais divertido? Provavelmente. Mas o longa nunca foi promovido como sendo o melhor, mas sim o maior. E isso de fato ele é.

OBS: sobre cenas pós-créditos, existe apenas uma no filme, lá no final dos créditos e vale MUITO a pena esperar.

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