5 HQs antigas da Marvel que seriam chamadas de “lacradoras” atualmente

Já virou uma tendência atribuir o rótulo de “SJW” ou “lacrador” para qualquer publicação da Marvel que tenha algum protagonista com características de diversidade.

Porém, vale a pena destacar, que toda a história da Casa das Ideias foi construída sob fenômenos sociais reais. Listamos aqui 5 HQs que, caso fossem publicadas em uma época com a presença das redes sociais na internet, certamente teria muita gente hateando (mesmo sendo histórias clássicas).

5 HQs “lacradoras” antigas da Marvel

1. Special Marvel Edition 15 (1973)

A Marvel desde sempre refletiu nos seus quadrinhos as tendências do mundo real. A década de 70 foi um grande exemplo disso, uma vez que foi nela em que surgiu o primeiro grande herói asiático da editora: Shang-Chi, o Mestre do Kung-Fu.

Aqui é preciso contextualizar, temáticas como as artes marciais estavam em alta na América, com Bruce Lee fazendo muito sucesso. Hoje em dia estariam falando que é a Marvel querendo agradar uma parcela da comunidade que nem consome HQs.

O mesmo se repete com a Blaxploitation, que deu holofote para diretores e atores negros na mesma década, um reflexo claro disso na Marvel foi a criação de Luke Cage.

2. Giant-Size X-Men 1 (1975)

Já imaginou se a Marvel hoje em dia troca todos os principais X-Men por outros que simbolizem a globalização? Antes formada por jovens americanos, a equipe mutante passou a ter membros das seguintes nacionalidades/características: nativo-americano (Pássaro Trovejante), afro-americana (Tempestade), canadense (Wolverine), alemão (Noturno), russo (Colossus), japonês (Solaris) e irlandês (Banshee).

Hoje em dia quando a Marvel cria um herói que não é branco e americano já surgem comentários alegando que é lacração. Imagina então se pegassem os X-Men e inserissem de ma vez só todas esses novos personagens diversos? A reação certamente seria digna de uma saga do Thanos: Mimimi Infinito.

3. Pantera Negra 1 (1977)

Cerca de 11 anos após a sua criação, o Pantera Negra finalmente ganhou a sua primeira revista mensal. Até então ele havia feito a sua estreia no Quarteto Fantástico, fazia participações em diversas outras HQs e chegou a estrelar algumas aventuras próprias em Jungle Action vol. 2.

Mas imaginem só: se a Marvel hoje em dia resolver criar um herói negro e batizar ele com o nome de um movimento revolucionário, será que não teria gente reclamando? Obviamente a pergunta é retórica, nós sabemos que os incels iriam reclamar muito no Twitter.

4. Sensacional Mulher-Hulk 1 (1989)

Imagina só uma heroína, com personalidade forte, que tem um corpão e que não tem vergonha de mostrar ele, em um tempo no qual a sexualidade da mulher ainda encontra (mais) repressão do que em relação aos dias atuais.

Ela faz o que bem entender, não se importa com a opinião alheia e é dona de si. Tudo isso em uma pegada bem humorada. Hoje em dia a HQ seria tachada de “lacradora” e “feminista” pelos haters, mas era só a Mulher-Hulk escrita pelo John Byrne em todo seu esplendor.

E claro, há o “agravante” de que é uma versão feminina de um herói conhecido por ser um monstrengo que grunhe e soca tudo o que vê pela frente.

Particularmente penso que os haters ficariam divididos hoje em dia perante a criação da Mulher-Hulk. Metade se sentiria ofendido e violado por criarem uma versão do Hulk que é sensual, já a outra parte dos incels se sentiria atraído pelas curvas da heroína e deixaria o sentimento virgem aflorar.

5. Tropa Alfa 106 (1992)

Em 2014, quando o Homem de Gelo se assumiu gay, a novidade caiu como uma bomba na comunidade nerd. Lembrando que estamos falando de algo que aconteceu em 2014.

Imagine agora a reação dos leitores em 1992, quando o Estrela Polar finalmente assumiu a sua sexualidade. Ele foi o primeiro grande personagem a dialogar abertamente com o tema.

A história em si foi conturbada por diversas lambanças na hora de tratar sobre o assunto, imaginem só se a internet já fosse popular naquela época, o tanto de fake news que não estariam espalhando por aí?

Ou mesmo pensemos nas infindáveis acusações de que “estão alterando a sexualidade de um personagem para agradar quem não compra HQ“, mesmo existindo várias “sugestões” de que ele fosse gay? Pois é.

Listamos todos esses acontecimentos para mostrar que a diversidade está no DNA da Marvel desde sempre. A editora constantemente busca representar o mundo real nas páginas das suas HQs. Se parece que hoje isso é feito com mais intensidade, provavelmente é apenas um reflexo do mundo um pouquinho (bem “inho” mesmo) mais tolerante em que vivemos.

Mas e você, caro leitor, tem mais revistas antigas que vocês entendem que seria enquadradas como “lacradoras” hoje em dia pelas pessoas que não consomem mais HQs mas gostam de reclamar na internet? Deixe a sua sugestão nos comentários.

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